domingo, 1 de agosto de 2010

Só queria lhe agradecer
Ilustre desconhecida
Fiquei sabendo que você está por aí
Fazendo as coisas que eu julgava impossível
Contra todos os argumentos e justificativas
Amando sem limites todos que puder encontrar
Doando-se e entregando-se completamente
Sua existência me enche de alegria
Me faz sentir amada
Compreendida
Não por aqueles que sempre nos segregaram
Nem pelos que nos perseguiram
Prenderam torturaram e mataram
Esses pouco me importam
Mas pela grandiosidade maior da vida
Que eu gosto de chamar de Mãe
Ou Natureza
Com sua persistência em SER
Você me fez Vê-la
E perceber que em Seu Seio/Solo
Todas nós poderemos caminhar

domingo, 23 de agosto de 2009

Não queria falar

Não sei seu nome,
Só sei das mãos que tantas vezes vi longe demais do meu corpo,
Apenas senti como são estranhamente fortes e suaves,
Não sei quem é você, mas a proximidade é assustadoramente natural.



Para ter teu sexo
Como Pagamento
Prefiro
Perdoar a dívida

Nos teus olhos
Só encontro
Diferenças
Mas somos iguais

Como parar um jogo
Que já está perdido
E repousar nos braços
Um do outro?





Esta noite olhei
Teus olhos
Desejantes
Ansiosos pela vida

Esta noite teus olhos
Beijaram-me
Repetidas vezes
Embriaguei-me neles

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Para os desavisados...é um papo de mim para comigo

Quando me olho no espelho
E lembro do seu rosto
Tão sombrio
Sorrindo para mim
Acho tão engraçado
Como você se esconde
E tenta me convencer
De que tudo está perfeito

Estou cansada de estar sempre esperando
Perdi a conta
De quantas vezes acreditei nas mentiras
Bonitas e perfeitas
Que inventei
No final da noite
Tento fingir
Que não bebi demais
Nem esperei demais
Por você
Tenho medo desse sentimento
Porque ele me engole
Por dentro um monstro
Que domina o exterior
Ofusca as ilusões
Deixa ver a realidade
Sem nexo
Que somos
Estou por um fio
Da vida
Sem me importar
Em cair
Cada vez que pedir
Vou saltar
Até desnudar a alma
E não puder mais
Esconder-se de mim

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Pra começar...

Vácuo
Rompe o contato interno
A tênue segurança
Da individualidade
Como um coração que pára
Deixando apenas o sombrio agudo da morte
Nada faz sentido
Vazio

Pra começar...